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21.09.2011

Crítica sobre apresentação dos Canarinhos na Alemanha

Crítica sobre apresentação dos Canarinhos na Alemanha

Magistral Música Sacra do Brasil

(21/09/2011) Limburg. Uma impressionante experiência auditiva e novos insights sobre a Música Sacra da América Latina enriqueceram os conhecimentos musicais dos presentes a um concerto na Catedral de Limburg. O espetáculo foi apresentado pelos jovens cantores brasileiros do "Coral dos Canarinhos de Petrópolis", hospedados na cidade. O maestro Marco Aurélio Lischt, regente do coro, é um velho conhecido de muitos admiradores da música da catedral, visto que no final da década de 90, durante seus anos de estudo, ele trabalhou junto ao Coral da Catedral e atuou como regente em corais da região.

Nomes desconhecidos

Os jovens cantores trouxeram na bagagem um interessantíssimo programa, pois quem já ouviu falar em músicos tais como José Maria Nunes Garcia, Ernani Aguiar ou Liduino Pitombeira? No Brasil são esses mestres, predominantemente contemporâneos, consagrados compositores de Música Sacra.

Entretanto, os que pensavam ouvir o marcante estilo latino-americano de música, foram brindados com alguma surpresa. O motete "Judas Mercator Pessimus" de Nunes Garcia, compositor contemporâneo do clássico tardio, mostrou traços das tradições musicais centro-européias da mesma época. No entanto, as emocionantes e intensas obras contemporâneas que se seguiram, nas quais uma expressão de profunda fé e uma ênfase frequente e forte no ritmo suingado, apontaram sim para a origem latino-americana da música. Os jovens cantores não se deixaram intimidar pelos sons dissonantes e a complexidade rítmica das peças, apresentando-se com grande maestria. Eles demonstraram, sem problemas, maduro domínio dos exigentes andamentos, entoando um belo canto coral.

Na sequência, "Adoramus te, Christe" de Ernani Aguiar ou a delicada e sensível "Quid retribuam" de Furio Franceschini comoveram profundamente.

Impressionante também foi a motete de autoria do próprio Marco Aurélio Lischt "Mitte Manum Tuam" com suas sonoridades em cluster, que se resolviam em acordes harmônicos, e com seu caráter móvel orientado pela tessitura musical.

Uma pequena pitada de swing latino soou nos salmos cantados em português de João Guilherme Ripper e Liduino Pitombeira. Ao fim, uma vibrante versão cantada do Salmo 100 de Marcelo Rauta, na qual a introdução alternada dos diferentes grupos vocais, acompanhados pelas ritmadas palmas do coral, emoldurou o maravilhoso solo da soprano Claudia Vianna. Ao órgão, Ramon Theobald.

Aos aplausos entusiasmados da platéia, agradeceu o coro com a obra "Geistliches Lied op. 30" de Johannes Brahms que, apesar de contrastar grandemente com o que fora cantado anteriormente, foi também apresentada com a mesma sensibilidade e beleza musical.


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